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Finalmente um acordo!

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NEGRA E COM ORGULHO! 

Ontem a noite, como todos sabem, foi realizado o Miss Universe em São Paulo capital. Em seu aniversário de sessenta anos, o evento contou com a presença das mais belas mulheres de todas as edições. Maquiagens e cabelos perfeitos, roupas belas e biquinis comportados, ao contrário do estilo Brasil de vestir com suas minitangas, eternizaram uma verdadeira noite de belezas no desfile das misses dos 89 países participantes. Cheia de surpresas, a festa foi embalada pela punjante, contudo americanizada demais, música Locomotion Batucada de nossa queridíssima Claudia Leitte e a mais que famosa Bebel Gilberto que, assim como Paulo Coelho, é mais prestigiada fora do território brasileiro do que dentro de sua patria mater. O grupo de jurados de vários segmentos da sociedade, desde fashionistas, modelos e apresentadores até piloto de stockcar – isso que é diversidade! E na hora das perguntas, os dois brasileiros que estavam por lá, fizeram as honras do país anfitriã do evento e mandaram questões um tanto capciosas para suas respectivas, mostrando que além da beleza, elas tem cultura e opinião ou a velha e boa decoreba.

Desde que a chinesa ganhou, acho que três anos atrás, não assisto o Miss Universe. Fiquei tão traumatizada que esqueci que do evento. Minha mãe ainda acredita na serenidade do programa; algo que eu tenho um pé atrás. Raramente acontece casos como o de ontem, quando o dinheiro não fala mais alto.

Leila Lopes, Miss Angola, ganhou o Miss Universo. Um feito que nenhuma de sua país havia conseguido e ainda por cima de tudo é negra. Ver os muitos racistas do mundo se curvarem aos traços delicados dessa mulher foi algo memorável! Pela primeira vez, concordo plenamente com os jurados. Ela foi a luz daquele desfile. Bela com o biquini amarelo e o traje de gala branco ela mereceu a coroa.

Apesar de ficar um pouco desconfortável com o vestido – diga-se de passagem com uma fenda lateral enorme – e ter estourado o tempo nas perguntas, a simpatia dela e o carisma que resplandecia sem seu sorriso cativou todo mundo. Nem a brasileira teve tal feito! No twitter era o que mais se comentava, tanto que nos TT’s estava tanto o Miss Angola quanto Leila Lopes.

A cada fase de seleção, eu e minha amiga Milena, pulávamos quando ela passava. Fiz uma aposta que a chinesa ganhava. Tenho que admitir que ela tinha uma certa elegância, mas bonita ela não era mesmo! Como o juri sempre  foi injusto, pensei que iriam escolhe-la, mas quando disseram: “E no quinto lugar: China!” Ah, o alívio foi grande. Foi a caixa de chocolate mais bem perdida de todos os tempos!

As supresas da noite foram a venezuelana não ter entrado nem nas dez escolhidas e a americana não ter arrancado nada por sua magreza exacerbada na questão do traje de banho. Eu tive medo. Anorexia no Miss Exemplo para o Mundo, nunca! Sem contar o vestido maiô+pano transparente brilhoso que três, inclusive a ex-Miss Universo Mexicana, usou. Problemas a vista.

É, parece que o Brasil tem um quê a mais mesmo. Espero que continue sendo assim, porque se fosse de dinheiro, a coroa com certeza não pertenceria a Angola, mas sim aos EUA, mesmo em recessão.

Sem mais, uma noite memorável,

P. V. do R. Freire

P.S.: Um verdadeiro Diamante Negro!

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A Insígnia de Claymor – Livro 1

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A Insígnia de Claymor – Livro 1

Hello hello Sunshines!

Estava no meu quarto pensando no que fazer, além de estudar Direito Romano e Economia para os testes simestrais, quando, por mandado divino tive a ideia de fazer meu primeiro post com um livro que há pouco tempo terminei de ler e que ainda estou rezando por sua continuação: “A Insígnia de Claymor” de Josiane Veiga.

O livro é narrado em terceira pessoa e se passa na Idade Média dos famosos duques e condes da Europa. Conta a história de uma lady chamada Jehanie Claymor que vivia superprotegida pelo seu irmão Alexei, futuro Duque de Claymor. Apesar de sua beleza não ser máxima, os cuidados que a cercavam, como os óleos de banho para deixá-la com a pele perfeita até o estudo da literatura – algo impróprio para as mulheres na época – e principalmente a personalidade forte herdada do pai, Albert, davam a ela um toque especial que nenhuma outra garota da redondeza tinha. Ruiva igual a mãe, ela decididamente era reconhecida por sua boa linhagem pelos modos, sua língua afiada e seus belos azuis únicos.

Desde o nascimento, Alexei guardou um sentimento, não fraterno, e sim, bem carnal pela irmã mais nova. Todos que o conheciam sabiam dessa sua fraqueza. Com seu tipo-galã alto, loiro e belíssimo, o herdeiro Claymor é conhecido por suas aventuras na corte, contudo, a única coisa que lhe virava a cabeça e o fazia perder a noção do perigo era a sua pequena ruiva mantida cativa em casa devido a sua tamanha possessividade. Mesmo ao completar a idade para ser apresentada a sociedade, Alexei impediu-a de sair de casa. Para aplacar a solidão, contratou duas damas de companhia, Marie e Sophie, que de vez em quando, prestavam serviços a ele de outra forma bem mais sensual. Não que Jehanie ligasse de seguir o que o irmão dizia; sua atenção se voltara tanto para seus estudos que não fazia questão de conhecer o mundo e aqueles que moravam perto dela. 

Por ser a única mulher na família, já que tanto sua mãe quanto a de Alexei tinham morrido, ela cresceu nas asas dos carinhos de sua pai e seu tio, Adam, um ex-guerreiro que se tornara clérico, entretanto, mesmo juntos, não batiam a idolatria que seu irmão tinha por ela. Jehanie sempre conseguia o que queria de Alexei.  

Em um fadado baile na cidade luz, ela encontra Sir Garreth De Vesey, um conquistador com uma fama que o precedia – igualmente a do futuro Duque de Claymor – e o cativa. Ele se vê apaixonado e logo a pede em noivado. E que lugar melhor seria do que a própria cidade dos amantes como Paris? Ela o aceita, após consulta do seu pai, o que leva Alexei a loucura. Ele sempre acreditou que a teria só para si e fará de tudo para acabar com esse casamento. Ao arquitetar uma volta para Inglaterra súbita em pleno inverno, Alexei nunca poderia pensar que seriam atacados por mercenários contratados por um visconde desejoso de vingança e que o destino de sua irmã mudaria tão drasticamente a ponto de ter consequências irremediáveis. 

” -Promete?

-O quê?

-Que nunca vai deixar ninguém me roubar.

– Nunca ninguém vai tirar você de mim. “

É pessoal! Esse é uma boa maneira de começar um blog de livros!

Tive meu primeiro contato com a autora Josy Veiga através do twitter. Não quis perguntar nada no começo, porque não tinha nenhuma afinidade com ela, só admirava seu trabalho. Eu já vinha de olho em Insígnia a muito tempo, só que no meio de ano, aconteceu uma promoção que me virou a cabeça! Por não ter impressora, eu até tive que ir vasculhar na casa da minha amiga para imprimir o boleto. Eu não podia perder esse livro, aquilo era fato.

Em dois dias li o livro de 222 páginas. Devagar para meu ritmo porque estava de aula em duas universidades e não podia atrasar o conteúdo, mas por Alexei eu poderia arranjar um tempinho na minha agenda.

Esse livro é simplesmente chocante, envolvente, além de causar um holocausto na mente de qualquer um que nunca leu nenhum romance tão realista para abordar o assunto do incesto. Josiane teve coragem de falar o que muitos conhecem, mas retratam como algo raro na antiguidade. É verdade que com o avanço da força da religião cristã, o amor carnal entre irmãos foi mais vetado, contudo sempre existiu.

Sou uma daquelas leitoras fanáticas por mitologia, literatura, e romances históricos e ficcionais. Como leio muito e tenho uma estante lotada de livros adolescentes de vampiros e romances impossíveis e previsíveis aqui em casa, vocês não sabem o quanto foi estranho sair daquele romance sonhador e pegar um livro que me mostrasse a realidade nua e crua. Foi um impacto grande, mas valeu a pena! As tramas, as cenas picantes, o relacionamento aberto, o amor deslavado, a paixão incontida, a alegria de um recomeço, a satisfação da lembrança, uma amizade inesquecível, uma noite maravilhosa e um retorno trágico. Componentes que me fazem sonhar a noite para saber o resto da história e me deleitar com a descrição dos personagens masculinos cheios de testosterona. Além de ficar com muita raiva de cada exemplar feminino que me dá nojo, enquanto outros me faz torcer para uma revira-volta na vida.

Só basta dizer o quanto eu estou feliz de ter a possibilidade de ter conhecido Josy, da sua paciência com as minhas perguntas, do seu carisma e humildade ao perguntar minha opinião sobre o conteúdo, e da sua permissão de estrear meu blog dando uma resenha de seu livro.

Ansiosa pela continuação,

P. V. do R. Freire

P.S.: Esse livro com certeza merece um Chocolate com bolinhas crocantes! Um romance maravilhoso, mas cheio de visão que os que não tem mente aberta ficarão empacados e odiarão. Bolinhas crocantes para dá o tom de surpresa e choque do livro. Parabéns!